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Dia Mundial da Educação: O que aprendemos com a pandemia e o quanto a educação evoluiu?

Presidente do Grupo Educacional Faveni faz análise da situação atual do país

27/04/2022 23h46
Por: Redação Fonte: Aprem Comunicação
Crédito: Imagem da Internet
Crédito: Imagem da Internet

Hoje (28), comemoramos o Dia Internacional da Educação, e com essa data vem a reflexão, como anda a educação no Brasil? O que mudou desde o início da pandemia até os dias atuais? Quão longe chegamos e o que ainda precisa ser feito em prol de uma educação de qualidade e equidade no mundo todo?

Esses são alguns questionamentos que nos fazemos, mas a verdade é que, sim, a pandemia nos fez evoluir bastante em relação a visão de novos modelos de educação! O ano de 2020 em diante foi um período marcante para a história devido as diversas mudanças que fomos obrigados a adotar para preservar a saúde de todos. Nesse processo, a educação teve que passar por diversas adaptações para acompanhar a nova dinâmica de vida da população e superar as adversidades.

Todas as instituições de ensino, em algum nível, se viram diante dos desafios impostos pelo distanciamento social, restrições de circulação e dificuldades financeiras dos estudantes em decorrência das fragilidades econômicas ocasionadas pelo novo cenário. As organizações que já atuavam no seguimento de ensino híbrido ou de educação à distância (EAD), conseguiram se adaptar mais rapidamente. Por outro lado, aquelas que ainda trabalhavam unicamente com a modalidade presencial tiveram que empreender um esforço maior para realizar esta transição.

Apesar dessas mudanças terem sido impulsionadas por um cenário de pandemia, a transição das aulas presenciais para um modelo totalmente virtual diminuiu a rejeição das formas de ensino na modalidade EAD e evidenciou ainda mais a necessidade de amadurecer as estratégias utilizadas pelas instituições de ensino, para preparar os estudantes a partir de um modelo mais alinhado com as demandas atuais da sociedade e do mercado de trabalho.

Os moldes tradicionais utilizados para o aprendizado já vinham sendo considerados obsoletos há bastante tempo e a crise gerada em 2020 foi uma oportunidade de acelerar um processo que já vinha ocorrendo. Pesquisas acadêmicas relacionadas aos novos rumos da educação superior a partir da pandemia, por exemplo, têm demonstrado que as mudanças realizadas estão impactando as percepções sobre a formação educacional e que, diante disso, a educação superior não continuará sendo como antes, com mudanças graduais que refletirão de forma mais intensa as demandas da sociedade contemporânea por meio de um ensino mais globalizado, tecnológico, híbrido e dinâmico.

A pandemia demonstrou que é possível modificar o modelo acadêmico e administrativo, agregando à comunidade estudantil, através de um sistema remoto que mantenha a produtividade, reduza os custos operacionais e garanta o equilíbrio entre as atividades presenciais e virtuais.

Diante de tudo isso, uma das tendências é a alteração dos currículos na busca por atender as demandas do mercado, principalmente no Ensino Superior, com estruturas mais flexíveis, metodologias ativas, aprendizagem baseada e focada em projetos de desenvolvimento de competências comportamentais, como criatividade, inteligência emocional, julgamento e tomada de decisão, negociação, gestão de pessoas, liderança, resolução de problemas complexos, trabalho em equipe, pensamento crítico, comunicação, dentre outras identificadas de acordo com cada curso.

O uso de modelos híbridos também deve expandir. Com a integração entre os ambientes online e offline, a autonomia e protagonismo do estudante são potencializados por meio de atividades síncronas (quando há interação entre aluno e professor no mesmo ambiente ao mesmo tempo), assíncronas (quando a interação simultânea não é necessária) e presenciais (com atividades práticas em laboratórios e em campos de pesquisa).

Com essas mudanças, a incorporação de tecnologias educacionais é inevitável, pois permitirão ampliar o acesso à informação, facilitar a comunicação, automatizar processos, potencializar a troca de experiências e novas formas de interação.

Ambientes virtuais de aprendizagem, realidade aumentada, bibliotecas virtuais, inteligência artificial, laboratórios virtuais, são exemplos de tecnologias que podem contribuir no processo de evolução do ensino.

Outra ação importante é preparar os recursos humanos para lidar com as novas tendências em expansão, principalmente os professores. Desde a captação dos alunos, passando pelo atendimento e ensino, os colaboradores das instituições devem internalizar essa nova cultura.

É imprescindível que os docentes adquiram afinidade com as metodologias, ferramentas tecnológicas e estratégias para conduzir os estudantes com tranquilidade pelos processos de aprendizagem.

Além disso, é necessário pensarmos nos desafios e conquistas futuras relacionadas à educação. Isso envolve melhorias na infraestrutura das escolas, principalmente as públicas, a participação efetiva da comunidade escolar como um todo e valorização dos que estão na linha de frente, no caso, os professores.

Todas essas tendências irão ao encontro das expectativas dos estudantes, que buscam na educação uma forma de desenvolverem uma carreira bem sucedida no mercado de trabalho. A empregabilidade deve ser o foco das instituições de ensino.

 

Por Leandro Xavier – fundador e presidente do Grupo Educacional Faveni, instituição de ensino com mais de 500 mil alunos e 300 polos espalhados pelo Brasil.

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